terça-feira, 2 de junho de 2009

A Deusa Ártemis - Pedro Guardião

Ártemis usava o arco tão bem quanto Apolo e era capaz de provocar, com suas flechas, a morte súbita nas mulheres. Eternamente virgem, seu único prazer era a caça; vivia sozinha nos bosques com as ninfas e os animais selvagens. Na maioria das lendas de que participa, como por exemplo a de Níobe, a do Javali de Cálidon e a de Ifigênia, aparece como uma deusa suscetível e vingativa. Preservava também ciosamente sua intimidade e a castidade das ninfas que a seguiam, como fica evidente pelas lendas de Órion, Actéon e Calisto. Órion, filho de Posídon, era um gigantesco caçador que se apaixonara por uma das ninfas - ou pela própria deusa, conforme a versão - e morreu devido à mordida de um escorpião enviado por Ártemis. Em uma variante da lenda, Órion perseguiu as Plêiades e, assim como elas, acabou transformado em constelação. Actéon era filho de Aristeu e de Autônoe e, portanto, neto de Apolo e sobrinho-neto de Ártemis. Ao caçar na floresta, Actéon viu acidentalmente Ártemis em seu banho. A deusa o transformou imediatamente em veado e atiçou seus próprios cães contra ele. Os animais, incapazes de reconhecer o dono, atacaram e devoraram o azarado caçador.
Calisto era uma ninfa que acompanhava a deusa pelos bosques e por quem Zeus se apaixonara. Como ela fugia de todos os homens, a exemplo de Ártemis, Zeus se aproximou dela na forma da própria Ártemis, e conseguiu seduzí-la. Quando a deusa percebeu a gravidez de Calisto, expulsou-a de sua
companhia e, mais tarde, transformou-a em ursa.

A sua Origem:

Ártemis é citada nas tabuinhas micênicas em Linear B (Pilos, séc. -XIII) e, com o tempo, incorporou os atributos de diversas divindades muito antigas, provavelmente pré-gregas, como Selene, a deusa da lua; Hécate; Ilítia; e Ortia, uma deusa do nascimento cultuada na Lacônia. Por ser também uma deusa da caça, é possível até que tenha sido adorada nessa forma durante o Paleolítico, época em que a caça esteve no apogeu. As relações com a deusa-mãe da Ásia Menor, "senhora dos animais", e com as deusas minóicas são evidentes e igualmente muito antigas. Sua helenização, portanto, não foi completa - na Ilíada, por exemplo, Homero se refere a ela como senhora dos animais. É interessante notar que mais tarde, durante o Período Arcaico, o culto à deusa Cibele (uma "senhora dos animais" de origem puramente anatólica) se tornou muito popular em toda a Grécia, paralelamente ao culto de Ártemis.

Ervas especificas da egrégora de Artemís:

* Absinto – Erva de Ártemis, Diana e Grande Mãe.
* Agripalma – Várias figuras da Grande Deusa.
* Artemísia Vermelha – Ártemis e Diana, erva ou flor própria.
* Jacinto – Ártemis e Apolo.
* Jasmim – Exclusiva de Ártemis e Diana.

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