domingo, 28 de março de 2010

Reencantar Instrumentos? - Pedro Guardião

Um amigo me perguntou o seguinte: "Preciso reencantar um instrumento mágico se depois de consagrado, nunca foi usado ou ficou muito tempo parado?".
Na verdade, não há uma resposta única para esta pergunta. Vai depender de como o bruxo realizou o ritual, se a energia pessoal dele e dos elementos foram colocados ali, e a intensidade disso. Se você encantou certo objeto ou instrumento em um bom ritual e bonito (veja se eles dão certo, a velocidade de tempo que ocorre) você saberá se sua energia pessoal é o bastante para impregnar ele.
O fato é, se foi encantado e nunca foi usado, você não terá um elo maior com ele, não terá ganhado mais força pelo fato de não ter trabalhado em outros rituais e por aí vai.
Então seria bacana, você realizar um ritual bonito, dar força a eles e USAR! Não vai fazer isso e largá-los de lado novamente.

Há dicas de métodos de usar instrumentos no cotidiano, por isso não limite a usá-los somente em rituais.
O athame por exemplo, é um excelente protetor. Colocado debaixo da cama, desembainhado, protege seu sono contra pesadelos e inimigos invisíveis. Colocado em sua cômoda, igualmente, estará afastando seres negativos, pois eles temem objetos guerreiros.
Cristais e símbolos de poder podem ser colocados em cima de fotos e nomes para proteger pessoas ou locais.
O caldeirão pode conter uma flor em seu centro ou uma vela acesa, isso faz com que mantenha o simbolismo da Deusa viva em seu lar.
Penas mágicas podem marcar páginas de livros de poemas bonitos, orações ou encantamentos.
E por aí vai...
Viu? Como podemos aplicá-los no dia-a-dia? Isso evita que seus instrumentos fiquem parados e sem movimento de energia. Eles são feitos para agir e depois de despertados, não gostam de ficar encostados. Por isso, cuide deles. São ótimos auxiliares para uma boa conexão com o outro plano!
Para fazer seu ritual de energização de algum instrumento não há segredo. Siga sua intuição.
Claro, mantenha as regras básicas de um ritual qualquer. Faça um pequeno altar com incensos, cálice ou copo d'água, uma vela e cristais e vá adaptando ao seu gosto. Coloque o caldeirão com fogo sagrado ou ervas como folhas de louro, alecrim, cravos; flores bonitas ao redor do altar como rosas, amuletos e pronto! Deixe o mais harmônico que puder.
Trace o círculo, invoque a Divindade da qual você tem um elo maior, chame pelas bruxas ancestrais para que lhe auxiliem no processo mágico e começe. Pegue o instrumento, sinta sua energia pulsando ali. Passe-o nos elementos terra, ar, fogo e água, faça seus encantamentos sussurrando em cima dele e assopre-o. Faça o que mais sua intuição lhe disser. Desfaça o círculo.
Pronto! Ele estará renovado para você.
Utilize-o sempre com sabedoria!

Blessed Be.

sábado, 20 de março de 2010

Receitas Encantadas para Rituais - Pedro Guardião

Estas são receitas encantadas para você, bruxo ou bruxa, fazer em noites de ritual, sabats, esbats ou simplesmente porque quer adoçar um pouco mais sua vida. Elas são da bruxa Eddie Van Feu, e já tive relatos de pessoas que experimentaram e disseram que realmente são muito boas. Principalmente o pudim e os hidroméis. Então ai está, deliciem-se e corram já pra cozinha!

INÍCIO: Tome um banho de limpeza (de poção ou rosas brancas com alfazema) e coloque uma roupa clara e belas músicas de inspiração. Peça à Grande Mãe e ao Grande Pai que o protejam neste caminho mágico e que as Bruxas Ancestrais ajudem nos pratos mágicos que precisa fazer. Então, unte as velas com óleo e acenda uma a uma, chamando pelas energias que deseja daquela vela. As cores que usamos foram três velas prateadas, três douradas e uma violeta. Uma de sete dias violeta foi acesa também.
Acendemos incensos por toda a casa. O dourado veio junto para chamar o brilho para o evento e para as pessoas que consumissem os alimentos e bebidas. Faça orações, invocações e cante uma bela música. Então, é só pegar as receitas e entrar nas músicas, pensando coisas belas e luminosas. Enquanto mexe a massa com uma colher de pau, cante mantras e termine com as mãos sobre a massa ainda crua, emitindo pra ela as vibrações que você deseja.

RECEITAS:

HIDROMEL NÃO ALCÓOLICO
INGREDIENTES:
1 Litro de Água pura.
1 Xícara de Mel Puro.
1 Limão fatiado.
½ Colher de chá de Noz-Moscada.
Sal.
Modo de Fazer: Ferva todos os ingredientes num recipiente de ágata. Enquanto ferve, retire a nata que se forma com o auxílio de uma colher de pau. Quando não estiver mais soltando essa nata, junte o seguinte: 1 Pitada de sal, o suco de meio limão. Coe e deixe esfriar.

HIDROMEL DE UVA
INGREDIENTES:
Uma garrafa de suco de uva de um litro e meio.
Anis estrelado.
Canela em pau.
Cravo.
Modo de Fazer: Misture tudo e tampe. Este hidromel tem a força de um vinho, sendo excelente quando as pessoas do ritual não podem consumir álcool. Ele atrai a prosperidade e fartura.

LICOR NACARADO
INGREDIENTES:
1 garrafa de aguardente.
200g de açúcar.
1,6 litros de leite.
Canela.
Cravo.
Erva doce.
Noz moscada.
Casca de limão.
Modo de Fazer: Ferva o açúcar com água (600 ml) e todos os outros ingredientes, fazendo uma calda grossa. Depois ponha a aguardente e por último o leite na calda. Coe e filtre no mesmo dia. Esse licor acalma e desperta os poderes da Lua, dando charme e beleza, encanto e sedução. Também proporciona limpeza de miasmas causados por inveja.

PUDIM DA LUA CHEIA
RITUAL: Acender uma vela branca, pedindo por paz, alegria e abertura de caminhos para todas as pessoas de boa vontade no mundo. Pedir a presença das entidades de Luz (geralmente aparecem anjos e bruxas ancestrais) para realizar este feitiço. Fazer o pudim girando sempre em sentido horário, cantando o mantra Om Mani PadMe Hum, sempre com bons pensamentos. Ao terminar, encantar com o dedo ou com a varinha, girando sobre ele até formar uma névoa de energia, e empurrar essa névoa com a mão direita (dominante).
INGREDIENTES:
1 litro de leite.

1 lata de leite condensado.
Um pouco menos da lata de açúcar (menos dois dedos).
1 pitada de sal.
1 colher de manteiga.
100g de coco ralado.
4 ovos.
2 xícaras de tapioca.
1 garrafinha de leite de coco.
2 xícaras de açúcar (para a calda).
Modo de fazer: Junte tudo numa panela, exceto os ovos e o açúcar da calda, e misture bem com uma colher de pau. Leve ao fogo e mexa até dar o ponto de mingau (desgrudar do fundo da panela e ficar meio duro). Desligue o fogo e bata rapidamente os ovos. Junte-os e misture bem com a colher de pau. Tampe a panela e faça a calda. Numa panela, coloque o açúcar e vá mexendo com uma colher de pau até virar uma calda dourada. Derrame numa fôrma com furo no meio. Despeje o mingau às colheradas e deixe esfriar. Quando estiver fria (porque os ovos continuam cozinhando enquanto isso), leve à geladeira. Desenforme e sirva gelado! Não tem quem não goste e fica todo mundo um doce, alegre e rindo à toa! Também abre caminhos e alivia tensão e preocupação.

BOLO DE ANIS
Fazer um bolo de baunilha tradicional (pode ser de caixa) e acrescente o anis em pó ou um chá de anis estrelado. Ele dá boa estrela, aumentando a sorte de quem o consome. Ajuda a realizar desejos difíceis.

Fonte: Receitas fornecidas pela Eddie e Nancy, onde foram feitas e aprovadíssimas no lançamento de ALCATÉIA PRATEADA - Casa das Rosas 2009: Acesse o blog especial do livro: http://alcateiablog.blogspot.com/

domingo, 14 de março de 2010

A Deusa Deméter - Pedro Guardião

Acredita-se que o culto à Deméter tenha sido trazido à Grécia vindo de Creta durante o período micênico, carregando consigo o seu nome.. Sendo assim, ela é descendente direta da Deusa-Mãe cretense, que com suas virgens e sacerdotisas, empunhavam serpentes e prestavam culto ao touro. Neste caso, podemos afirmar que Deméter representaria a sobrevivência da religião e dos valores matriarcais durante a cultura patriarcal guerreira dos gregos clássicos.
Na Grécia antiga, Deméter era responsável por todas as formas de reprodução da vida, mas principalmente da vida vegetal, o que lhe rendeu o título de "Senhora das Plantas", "A Verde", "A que atrai o fruto" e "A que atri as estações".

As pessoas a honravam ao usar guirlandas de flores enquanto marchavam pelas ruas, geralmente descalças. Acreditava-se que pisar na terra descalço aumentava a comunicação entre os humanos e a Deusa.
Para os gregos, Deméter era a criadora do tempo e a responsável por sua medição em todas as formas. Seus sacerdotes eram conhecidos como Filhos da Lua.

Deméter era a protetora das mulheres e uma divindade do casamento, maternidade, amor materno e fidelidade. Ela regia as colheitas, o milho, o arado, iniciações, renovação, renascimento, vegetação, frutificação, agricultura, civilização, lei, filosofia da magia, expansão, alta magia e o solo.
O símbolo principal de Deméter era um feixe de trigo e, em seus mistérios em, Elêusis, uma única espiga de milho. É retratada como uma mulher bonita de cabelo dourado e vestida com roupão azul, considerada a Senhora das Plantas.
Seu animal sagrado é o porco, que representava um sacrifício de fertilidade em todo o mundo por causa de seus múltiplos úteros. Seu animal sagrado marinho era o golfinho.

Fonte: Texto pesquisado e adaptado, de Rosane Volpatto.

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