domingo, 31 de outubro de 2010

Hoje é Halloween! - Pedro Guardião

As origens de Halloween

A espiritualidade das bruxas desenvolveu-se ao longo de milhares de anos, ainda antes da chegada à Europa da religião cristã. As sacerdotisas celtas detinham os segredos das ervas e dos talismãs, viviam em harmonia com a natureza e conheciam o poder da divindade que habita em cada ser humano.
Durante o ano, as bruxas comemoravam um total de oito festas, os sabbats, cuja origem está ligada aos rituais celtas. O mais importante desses sabbats era o de Samhain, também conhecido como Halloween, que acontecia no dia 31 de outubro e marcava o início do ano novo pagão. Nessa ocasião, as bruxas se reuniam nas clareiras dos bosques e dançavam em volta de grandes fogueiras. Realizavam diversos feitiços e prestavam reverência a um deus representado por um homem vestido com pele de veado, o Deus Cernunnos.
Com o domínio da Igreja Católica, o paganismo passou a ser perseguido, as bruxas eram mortas, e a antiga religião passou a ser denegrida. Os católicos difundiram a ideia de que as bruxas adoravam o diabo e faziam o mal a outras pessoas. Daí a imagem da bruxa má e horrenda, que até hoje permanece no imaginário popular.

O Halloween hoje

Hoje, os oito sabbats continuam a ser comemorados pelas seguidoras e seguidores da Deusa Mãe. E mais: o Halloween, ou Dia das Bruxas, é uma festa popular, principalmente nos Estados Unidos, onde as crianças saem às ruas com fantasias de temática sobrenatural (duendes, gnomos, monstros, fantasmas) para pedir guloseimas e pregar sustos nos adultos.
Essa brincadeira tem um sentido mais profundo: ela visa, por meio da alegria, amenizar o lado sombrio das forças liberadas no dia 31 de outubro. É que, no Halloween, os portais que separam o mundo visível do invisível se tornam mais tênues. O contato entre os mortos e os vivos se estabelece mais facilmente e os oráculos fornecem respostas exatas.
A exemplo das suas antepassadas, as bruxas modernas realizam cerimônias especiais no dia de Halloween.

Um feitiço simples com ajuda das Dríades:

Dríades são os espíritos que vivem nas árvores. Cada árvore existente no mundo tem a sua dríade. Poderosos e compassivos, esses espíritos podem ser de grande auxílio em numerosas situações. Basta você saber invocá-los com confiança.

Para obter a ajuda que deseja, escreva em uma fita vermelha o seu desejo, amarre-a no galho de uma árvore e diga:

"Grande Deusa, permita a realização de meu desejo. Espírito desta árvore, ajude-me a concretizar esse pedido! Em nome da Deusa, esse encantamento está feito!"

Ao terminar, deixe alguma oferenda junto à árvore, em agradecimento à dríade. Pode ser um pedaço de bolo, uma moeda, um incenso ou algo que sua intuição lhe dirá.

fonte: http://magiadobem.blogspot.com/2010/10/especial-halloween-magias-e-feiticos.html

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Maat, a Deusa da Justiça - Pedro Guardião

O panorama atual do nosso país e do mundo nos incita refletirmos sobre o arquétipo simbolizado por Maat. Antiga deusa egípcia representando a união do deserto e da terra fértil, da individualidade e do Eu superior, Maat personifica o princípio da verdade e da justiça divina, a quem mesmo as divindades eram subordinadas.
A Sua natureza era justa e verdadeira, era o Seu sopro que conferia a essência divina e era Ela quem pesava as almas, aferindo seu peso com a pena de avestruz. Se a balança se inclinasse pelo peso das más ações cometidas, a alma era entregue ao monstro Ammut, que a devorava. Se os pratos da balança permaneciam equilibrados, o deus Osíris permitia a passagem da alma para o mundo dos espíritos puros.

Os critérios usados no julgamento das almas eram referentes aos comportamentos e às repercussões das ações cometidas na Terra, bem como à negligência no nível espiritual. Para os egípcios o egoísmo, a gula, a inveja, a cobiça, o roubo, a mentira, a traição ou o descaso espiritual eram infrações que turvavam a consciência e determinavam a trajetória da alma.
Se a transgressão fosse menor, desviando apenas levemente a balança de Maat, a alma precisava passar por retificações e purificações no mundo inferior, antes de voltar para uma nova encarnação. Nos casos graves, a alma era aniquilada, regredindo para o estado de caos.
O hieróglifo para a verdade era a própria pena de Maat e seu nome é a sílaba básica do nome “Mãe” nas línguas indo-européias. Além de ser a juíza das almas, Maat era reverenciada como Metet, a Barca Matutina do Sol, a Mãe benevolente da luz, cujas leis governavam o céu, a Terra e o mundo subterrâneo.

Às mulheres modernas Maat ensina que ao falar a verdade adquire-se a habilidade de materializar as intenções que vem do coração. O poder mágico da vontade é alicerçado na verdade, tornando-se assim invulnerável aos ventos das mudanças. Somente as mentiras são construídas sobre a areia movediça das emoções.
E para todos nós, homens e mulheres, seria útil e necessário meditarmos sobre a “Confissão Negativa” que todos os egípcios deveriam recitar ao chegar na presença de Maat:


“Não fiz mal a ninguém. Não provoquei a dor alheia. Não fiz ninguém chorar. Não agi de forma violenta, não agredi nem humanos, nem animais. Não roubei. Não poluí a água, nem devastei a terra. Não fiz julgamentos apressados, nem fui insolente. Não provoquei brigas, nem incentivei ninguém a matar. Não dei falso testemunho, nem explorei os outros. Não enganei, nem prejudiquei. Não criei riqueza por meios ilícitos, nem apossei-me dos bens alheios. Não deixei ninguém passar fome, nem tirei o leite das crianças.”.

Fonte:
http://www.teiadethea.org/?q=node/151

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