O influente Alto Sacerdote Raymond Buckland
escreveu que uma alma humana reencarna nas mesmas espécies durante muitas vidas
para aprender lições e progredir espiritualmente, mas essa crença não é
universal no mundo da Wicca, uma vez que outros acreditam que a reencarnação da
alma acontece em espécies distintas. Contudo, um ditado popular entre os
wiccanos é que "uma vez bruxo, sempre bruxo", indicando que os
wiccanos são reencarnações de bruxas do passado.
O Réquiem é a cerimônia Pagã que ocorre
quando um Bruxo morre. Nesta cerimônia é pedido que os Portais do País do Verão
sejam abertos para que a alma da pessoa possa passar, são três cerimônias
distintas que marcam o Réquiem, uma ocorre no dia do enterro da pessoa, a outra
uma lunação após a morte e a terceira, um ano e um dia após a data do
falecimento.
Os wiccanos que crêem em reencarnação acreditam que
as almas vivem entre o Outro Mundo e a Terra de Verão (Summerland), conhecida
nas escritas de Gardner como o "êxtase da Deusa". Da mesma forma,
estes wiccanos acham ser possível se comunicar com espíritos que residem no
Outro Mundo através da mediunidade ou do tabuleiro ouija, principalmente
durante o Sabbat de Samhain, embora alguns discordem com esta prática, como o
Alto Sacerdote Alex Sanders, que dizia "estão mortos; deixem-os em
paz." No entanto, a crença do contato foi muito influenciada pelo
Espiritualismo, que estava popular na época do surgimento da Wicca, e na qual
Gardner e outros wiccanos como Buckland e Sanders tiveram experiências diretas.
Summerland
É comum wiccanos se
referirem ao mundo espiritual como "Summerland", ou ainda, Terra do
Verão. Summerland é um termo geralmente empregado na Wicca como referência ao
"Outro Mundo" para o qual as almas dos mortos se encaminham após o
término da vida física.
A Terra do Verão
pode ser vista como uma espécie de paraíso pagão não muito diferente dos
conhecidos "Alegres Campos de Caça" de algumas tradições dos índios
nativos norte-americanos. A Terra do Verão dos wiccanos existe no Plano Astral
e é experimentada de modos diferentes por cada indivíduo, de acordo com a
vibração espiritual que ele leve a esse plano de existência.
O período em que
alguém permanece na Terra do Verão depende da habilidade do indivíduo de
libertar e retomar o material que a alma carrega vida após vida, o que pode
fazer com que essa alma renasça na dimensão física.
A existência na Terra
do Verão dá a um indivíduo a oportunidade de estudar e compreender as lições da
vida anterior e como estas se relacionam a outras vidas pelas quais a alma
tenha passado. Na teologia wiccana, este é conhecido como período de descanso e
recuperação. Uma vez encerrado esse período de tempo, o plano elemental começa
a atrair o indivíduo para o renascimento em qualquer dimensão que se harmonize
à sua natureza espiritual naquele momento. A alma a reencarnar é então
submetida ao plano das forças e pode ser atraída pelo vértice de uma união
sexual em curso na dimensão física. Segundo os Ensinamentos Misteriosos, a alma
é atraída pelos aspectos da vida físicas que melhor a preparem para as lições
necessárias para assegurar sua evolução e consequente liberação do Ciclo do
Renascimento.
Réquiem

O ser humano enterra seus mortos desde
a pré-história, o que faz desta a cerimônia mais antiga de que se tem notícia.
Na Wicca o Réquiem de significado
“repouso” (e que é também sinônimo para as músicas cantadas durante os velórios
para homenagear os mortos) encaramos a morte como um processo natural e
sagrado, pois através dela voltamos ao útero da Grande Deusa Mãe, enquanto
nosso corpo repousa na escuridão da terra, nosso espírito viaja rumo a Ilha dos
Bem Aventurados, onde rejuvenesce no caldeirão da Deusa enquanto aguarda para
reencarnar.
No rito de despedida wiccano, os entes
queridos homenageiam o falecido, lembrando de suas qualidades e feitos, além de
fazerem preces aos Deuses pela sua paz. Também é realizado o pagamento
simbólico de uma moeda ao barqueiro que conduzirá sua alma pelo submundo, o
destino do corpo, varia de acordo com a sua tradição ou de acordo com a vontade
do homenageado, podendo ser enterrado ou cremado.
Outra prática comum entre os wiccanos é
a confecção anual de um altar doméstico para homenagear os mortos durante o
Sabbath de Samhain, neste altar costuma-se dispor fotos dos parentes e amigos
falecidos, coloca-se também flores, velas, incensos, oferendas de comidas,
bebidas e doces que eles gostavam.
Diferentemente de algumas religiões, as
cerimônias fúnebres wiccanas são alegres, cheias de risos e alegria, além de um
banquete e brindes em memória daquele que voltou para os braços da Deusa. Para os wiccanos a morte não é algo
triste, pois é o momento de desncanso, de encontro com a Deusa, de preparação
para um novo renascer, para uma nova vida que virá, por isso não há tristeza em
Réquiens.
Através dos Ritos de Passagem poderemos
nos manter no curso da verdade de nossa essência e encontrar a resposta para a
maior indagação da alma humana, de forma que nosso espírito brilhe nos
mostrando o caminho correto, assim, poderemos nutrir o espírito da verdade em
cada um de nós, para que ele floresça e dê bons frutos, desta forma, a Wicca
forma os indivíduos e os prepara para a vida.
Um comentário:
tem algum livro que trata do assunto mais a fundo? Gostaria de estudar toda essa questao da vida apos a morte na wicca
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