
Os druidas (os sacerdotes dos celtas), portanto, também eram pagãos - como são pagãos atualmente os povos indígenas da Amazônia, os maori da Nova Zelândia, os aborígenes da Austrália, enfim, praticamente todos os povos cujas religiões tenham como foco fundamental a sacralidade da vida e do planeta.
Praticamente tudo o que sabemos sobre os druidas históricos nos foi relatado por historiadores gregos e romanos que tiveram contato com os celtas nos séculos que antecederam a era cristã. Políbio, Amiano Marcelino, Tito Lívio, Julio Cesar e Plínio o Velho (entre muitos outros) escreveram sobre os druidas, descrevendo-os como poderosos sacerdotes, sábios e juristas, mas também como inspirados poetas, místicos e conselheiros. Além de terem sido os sacerdotes dos

Um druida deveria ser sábio o bastante para aconselhar os reis, como também deveria ser sensível o bastante para praticar a cura, um elemento fundamental dos deveres dos druidas, como atesta uma das Tríades da Grã-Bretanha, que diz:
“Três deveres de um druida:
- curar a si mesmo.
- curar a comunidade.
- curar a Terra.
Pois se assim não fizer, não poderá ser chamado de druida. (Tríades da Ilha da Bretanha)”
Versos como estes eram usados pelos celtas para facilitar a memorização de diversos níveis de conhecimento - da sabedoria do dia-a-dia às suas leis mais elevadas, das regras sociais à mitologia mais profunda. Isto porque os celtas não usavam a escrita para transmitir seu conhecimento, valendo-se da tradição oral como meio de preservação de sua sabedoria. Obviamente, muito se perdeu com o passar dos séculos, mas a essência do druidismo, seus conceitos fundamentais e suas crenças, permaneceram imutáveis até os dias de hoje.