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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

A Percepção do Poder


O que é poder?

Talvez essa seja uma pergunta retórica, e uma das mais difíceis de responder. Na filosofia, poder pode ser compreendido como capacidade de agir, transformar, influenciar ou produzir realidade. Na religião, frequentemente se aproxima daquilo que transcende o indivíduo: o sagrado, o divino, a autoridade espiritual. Na Bruxaria, na Wicca e nas Tradições que trabalham com magia, entretanto, essas duas dimensões inevitavelmente se encontram.

Gosto de pensar no poder como a verdadeira arma de uma bruxa: a faca de dois gumes.

Um deles corta o ar. Rasga aquilo que não podemos tocar: o espírito, a intenção, o símbolo, o desejo, o mistério. É o gume etérico. O outro corta a carne. É visceral, terreno, material. Produz consequências. Transforma circunstâncias. Exige escolhas. Deixa marcas.

E talvez o poder mágico exista exatamente no encontro entre os dois.

Há quem procure o poder somente no alto. Na elevação, na luz, na pureza, na ascensão, na ideia de tornar-se cada vez mais límpido e espiritualmente elevado. Como se aproximar-se do Divino significasse necessariamente afastar-se da matéria. Mas não é só isso.

Há também quem procure o poder exclusivamente no sentido contrário: no obscuro, no sangue, na transgressão, naquilo que assusta, impacta ou parece visceralmente terreno. Como se quanto mais extrema fosse uma prática, mais poderosa ela necessariamente se tornasse.

Também não é tudo.
Luz não é sinônimo de poder. Escuridão também não.

Ervas, velas, incensos, sangue, oferendas, instrumentos, palavras e símbolos podem carregar um poder imenso, mas nenhum deles, isoladamente, constitui o poder da Bruxa. São linguagens. Veículos. Pontes entre aquilo que existe dentro e aquilo que se pretende manifestar fora.

Então chegamos a uma questão ainda mais desconfortável: o que é certo ou errado dentro de uma prática mágica? Talvez não exista uma resposta universal.

Cada tradição estabelece seus limites, suas éticas, seus interditos e suas responsabilidades. Cada Bruxa também terá de se confrontar, em algum momento, com a origem de sua própria vontade e com as consequências daquilo que coloca no mundo.

E aqui encontro uma reflexão preciosa no conceito thelêmico da 'Verdadeira Vontade'.

Verdadeira Vontade não é simplesmente fazer tudo aquilo que desejamos. Desejos são passageiros. Impulsos mudam. Vaidades nos confundem. A Verdadeira Vontade aponta para algo mais profundo: reconhecer a direção essencial de nossa própria existência e conseguir caminhar de acordo com ela.

Talvez seja justamente aí que o poder comece a se revelar. Poder não é apenas intensidade. É constância. Não é apenas romper. É também saber sustentar.

Não é somente transgredir aquilo que veio antes. Às vezes, é compreender profundamente uma Tradição, recebê-la, vivê-la e descobrir por que determinadas coisas sobreviveram ao tempo. E, sobretudo, poder exige verdade.

A verdade de quem opera. A verdade daquilo que é invocado. A verdade da relação estabelecida entre a Bruxa, sua Vontade e a fonte daquilo que ela reconhece como sagrado, seja essa fonte divina, espiritual, ancestral, natural ou profundamente terrena.

Talvez manifestar poder seja, afinal, menos sobre parecer poderoso e mais sobre ser capaz de sustentar aquilo que se manifesta.

Porque qualquer pessoa pode acender uma vela. Qualquer pessoa pode oferecer algo aos Deuses. Qualquer pessoa pode pronunciar palavras antigas, manipular ervas, desenhar símbolos ou realizar gestos carregados de significado.

Mas a pergunta permanece:

Quem está por trás desses gestos? Que vontade os conduz? Que verdade os sustenta? E o que essa pessoa está disposta a transformar, inclusive em si mesma, quando aquilo que pediu finalmente atravessar o invisível e tocar a matéria?

Talvez essa seja uma das percepções mais profundas do poder mágico: ele não está apenas no claro ou no obscuro, no espírito ou na carne, no céu ou na terra.

Está na capacidade de caminhar entre essas coisas. De conhecer a própria Vontade. De reconhecer a própria verdade. E, principalmente, de assumir a responsabilidade por aquilo que fazemos com ambas.

- Pedro Guardião.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Origens mitológicas de Hekate

HEKATE, uma misteriosa divindade, que, segundo a tradição mais comum, era filha de Perses e Asteria, de onde é chamada Perseis. Outros a descrevem como uma filha de Zeus e Deméter, e afirmam que ela foi enviada por seu pai em busca de Perséfone; outros a fazem filha de Zeus com Hera; e outros, por último, dizem que ela era filha de Leto ou Tártaro. De acordo com as tradições mais genuínas, ela parece ter sido uma antiga divindade vinda da Trácia e ser uma titânide que, desde os tempos dos titãs, governava no céu, na terra e no mar, que concedia riqueza aos mortais, vitória sabedoria, boa sorte aos marinheiros e caçadores e prosperidade aos jovens e aos rebanhos de gado; mas todas essas bênçãos podem, ao mesmo tempo, ser retidas por ela, se os mortais não as merecerem. Ela era a única entre os Titãs que manteve este poder sob o governo de Zeus, e ela foi honrada por todos os deuses imortais.

O escoliasta em Apolônio Rhodius, Argonautica 3. 467, diz que de acordo com os hinos órficos, Hekate era uma filha de Deo [Demeter], que de acordo com Bacchylides, uma filha de Nyx (Noite); de acordo com Musaeus, uma filha de Zeus e Asteria; e que de acordo com Pherecydes, ela era uma filha de Aristaios (Aristaeus). A maioria dos poetas faz Hekate uma filha da noite de alguma forma, seja Asteria (Starry), Astraios (Starry) ou Nyx (Night).

Seu nome significa "trabalhador de longe", da palavra grega hekatos. A forma masculina do nome, Hekatos, era um epíteto comum do deus Apolo.

Ela também ajudou os deuses em sua guerra com os Gigantes e matou Clytius. Este poder extenso possuído por Hekate foi provavelmente a razão que subsequentemente ela foi confundida e identificada com várias outras divindades, e por fim se tornou uma deusa mística, e esses mistérios foram celebrados em Samotrácia e em Aegina. Por ser como se fosse a rainha de toda a natureza, é também vista e identificada com Deméter, Rhea (Cibele ou Brimo); sendo uma caçadora e protetora da juventude, ela é a mesma que Ártemis (Curotrophos); e como uma deusa da lua, ela é considerada a mística Perséfone. Ela estava ainda mais ligada à adoração de outras divindades místicas, tais como os Cabeiri e Curetes, e também com Apolo e as Musas.

A obra das confusões e identificações acima mencionadas, especialmente com Deméter e Perséfone, está contida no hino homérico a Demeter, pois, de acordo com esse hino, ela era, além de Hélios, a única divindade que, de sua caverna, observava o rapto de Perséfone. Com uma tocha na mão, acompanhou Deméter na busca de Perséfone, e quando esta última foi encontrada, Hekate permaneceu com ela como sua assistente e companheira. Ela se torna assim uma divindade do mundo inferior, mas esta noção não ocorre até o tempo das tragédias gregas, embora seja geralmente corrente entre os escritores posteriores. Ela é descrita nesta capacidade como uma divindade poderosa e formidável, governando sobre as almas dos que partiram. Ela é a deusa das purificações e expiações e é acompanhada por cães Estigios.

Com Phorcos ela se tornou a mãe de Scylla. Há uma outra característica muito importante que surgiu da noção de ela ser uma divindade infernal, a saber, ela era considerada como um ser espectral, à noite, enviada do mundo inferior todos os tipos de demônios e fantasmas terríveis, que ensinavam magia e feitiçaria, que viviam em lugares onde duas estradas se cruzavam, em tumbas e perto do sangue de pessoas assassinadas. Ela mesma também vagueia com as almas dos mortos, e sua abordagem é anunciada pelos gemidos e uivos dos cães. Vários epítetos dados a ela pelos poetas contêm alusões a essas características da crença popular ou a sua forma. Ela é descrita como de aparência terrível, seja com três corpos ou três cabeças, a de um cavalo, a segunda de um cachorro e a terceira de um leão ou serpente.

Em obras de arte, ela era às vezes representada como um único ser, mas às vezes também como um ser de três cabeças. Além de Samotrácia e Egina, encontramos menção expressa de sua adoração em Argos e em Atenas, onde ela tinha um santuário sob o nome de Epipurgidia, na acrópole, não muito longe do templo de Nice. Pequenas estátuas ou representações simbólicas de Hekate (hekataia) eram muito numerosas, especialmente em Atenas, onde ficavam em frente ou em casas, e em pontos onde duas estradas se cruzavam; e parece que as pessoas a consultaram como oráculos.

Hekate foi provavelmente descrita como a consorte do Ctônico Hermes nos cultos do Tessália Pherai (Pherae) e Elêusis. Ambos os deuses eram líderes dos fantasmas dos mortos e estavam associados ao retorno de Perséfone na primavera.

Era geralmente representada na pintura de vasos gregos como uma mulher segurando tochas gêmeas. Às vezes ela estava vestida com uma saia de donzela na altura do joelho e botas de caça, muito parecida com Ártemis. Na estatuária, Hekate era frequentemente representado em forma tripla como uma deusa das encruzilhadas.

Três mitos da metamorfose descrevem as origens de seus animais familiares: a cadela negra e a doninha-fedorenta – ou furão – um animal doméstico mantido pelos antigos para caçar vermes. O cão foi a rainha Hekabe (Hecuba) que saltou no mar após a queda de Tróia e foi transformada pela deusa. A doninha-fedorenta era a feiticeira Gale, transformada em punição por sua incontinência, ou Galinthias, parteira de Alkmene (Alcmena), que foi transformada pela deusa enraivecida Eileithyia, mas adotada por Hekate com simpatia.

Pedro Guardião

Fonte: http://www.theoi.com/Khthonios/Hekate.html

segunda-feira, 27 de junho de 2016

A Deusa Selket – Pedro Guardião

O Egito abrigava dois tipos de escorpiões: um mais escuro e relativamente inofensivo e outro mais claro, mais venenoso. A deusa Selkis tomava justamente a forma de um desses animais e, apesar da periculosidade do bicho, era uma divindade protetora e curadora que defendia contra a picada desses artrópodes. Seu nome no idioma egípcio era Serket-Heru, que significa aquela que faz a garganta respirar ou a que facilita a respiração na garganta, já que a picada do escorpião produz asfixia. Essa denominação também se relaciona com a ajuda que a deusa prestava para que o recém-nascido ou o defunto, em seu renascimento, pudessem respirar. Nos textos funerários surge como a mãe dos defuntos, aos quais amamenta. No além-túmulo ela ajudava no processo de renascimento do falecido e o orientava e dava-lhe o sopro da vida. Foram os gregos que lhe deram o nome de Selkis, nome que também aparece grafado como Serqet, Serket, Selqet, Selket, Selkit ou Selchis.

Essa divindade podia ser representada de diversas maneiras:
- Como uma linda mulher com um escorpião na cabeça, como nesta graciosa estatueta em madeira dourada que vemos acima, descoberta no túmulo de Tutankhamon (c. 1333 a 1323 a.C.);
- Como uma mulher com cabeça de escorpião;
- Mais raramente, como um escorpião com cabeça e braços femininos e tendo como toucado chifres de vaca e o disco solar, como vemos na ilustração abaixo, a qual reproduz um bronze de 7 centímetros de altura por 10 centímetros de profundidade pertencente ao Museu do Louvre;
- Como um escorpião;
- Na XXI dinastia (c. 1070 a 945 a.C.) podia aparecer com cabeça de leoa, cuja nuca era protegida por um crocodilo.
Quando assumia a forma de um escorpião, o animal às vezes era mostrado sem cabeça e sem cauda, pois desta maneira ele perdia seu veneno e se tornava inofensivo, podendo ser representado dentro do túmulo sem perigo. E assim era porque os egípcios acreditavam que todos os seres vivos representados nas tumbas poderiam ganhar vida se as fórmulas mágicas adequadas fossem pronunciadas. Portanto, era importante neutralizar o perigo de certas imagens reduzindo-as à impotência. Essa deusa-escorpião se identificava com o calor abrasador do Sol e era uma das quatro divindades protetoras de ataúdes reais e dos vasos canopos, dos quais ela guardava aquele que continha os intestinos.
Trata-se de uma divindade que já aparece no Império Antigo (c. 2575 a 2134 a.C.) como guardiã do trono real e vem rodeada de simbologia mágica. Ela protegia das picadas venenosas de escorpiões, serpentes ou outros animais peçonhentos e curava as pessoas que, acidentalmente, tivessem sido atacadas por esses animais, sobretudo quando se tratasse de crianças e mulheres grávidas. Mas também poderia punir os ímpios com esses mesmos venenos, levando-os à morte. Também era deusa da união conjugal e ajudava as mulheres na hora do parto. Era filha de Rá e cuidava para que a serpente Apófis não escapasse do mundo inferior. Nos textos conhecidos modernamente como Livro de Him no Inferno vem descrito o que acontece no além-túmulo. O deus-Sol tem as 12 horas do período noturno para renascer. A cada hora corresponde um estágio de sua jornada no além. Apófis tenta engolir o deus-Sol durante essa jornada e representa uma grande ameaça. Na sétima hora Selkis aparece para combater a serpente Apófis. Rá em seu barco assiste a captura da serpente. Finalmente Selkis, com ajuda de outra divindade, capturam o demônio e subjugam a cabeça e a cauda do monstro e trespassam com punhais a cabeça e o corpo da cobra. Selkis desempenha, também, um papel importante na lenda de Ísis e Osíris, pois enviou sete dos seus escorpiões para protegerem Ísis do deus Seth que a perseguia.
As relações de parentesco de Selkis não eram bastante claras. Podia ser considerada mãe ou filha de Rá, razão pela qual sua ira era considerada como o causticante sol do meio-dia. Entretanto, em algumas lendas locais de Edfu era tida como esposa de Hórus e mãe de Rá-Harakhti, o Hórus no Horizonte. Os Textos das Pirâmides afirmam que ela era mãe de Nehebkau, uma serpente de três cabeças que evoluiu de uma posição maléfica a protetora do faraó contra picada de cobras, enquanto outras fontes dizem que ela era esposa dessa divindade.
Protetora de vivos e mortos, essa deusa não dispunha de um lugar de culto em particular. Sendo originariamente adorada no delta do Nilo, seu culto se espalhou por todo o Egito e isso pode ser considerado natural uma vez que as cobras e escorpiões eram abundantes no país e o povo precisava de uma proteção mágica contra eles. Embora tivesse sacerdotes dedicados ao seu culto, aos quais ela protegia e delegava seus poderes mágicos, até hoje não foi encontrado qualquer templo que lhe fosse consagrado. Ela figurava sobretudo nas fórmulas mágicas ou nas paredes das tumbas com o objetivo de proteger o defunto de qualquer ataque. As pessoas usavam amuletos com a forma do escorpião para se protegerem contra as perigosas picadas do animal e até mesmo curá-las.
Os sacerdotes de Selkis eram verdadeiros médicos e magos ou curandeiros, dedicados à cura de picadas de animais venenosos. Suas habilidades de encantadores de escorpiões e de serpentes eram muito requisitadas, a julgar pelo enorme número de encantamentos para repelir tais animais e para curar suas picadas que aparecem nos papiros egípcios. Isso indica a extensão do problema, o qual ainda é comum no Egito moderno. Esses homens eram chamados de Kherep Selket, literalmente, aquele que tem poder sobre a deusa escorpião. No antigo Egito um Sacerdote Leitor e um doutor poderiam também ter o título de Kherep Selket. O título de Sunu, que significa doutor ou médico, era atribuído a pessoas que prescreviam remédios tanto médicos quanto mágicos. Hoje em dia os encantadores de serpente usam técnicas práticas para enlaçar suas presas, mas eles também ainda confiam em cantos mágicos.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

O Deus e suas Faces - Pedro Guardião

O Deus muitas vezes é deixado de lado nos cultos pagãos, como se a energia da Deusa pedisse essa dedicação exclusiva. Isto é verdade em parte, pois não é possível cultuar o Deus adequadamente enquanto não mergulharmos na Deusa e nos despirmos do Deus do patriarcado.

A Deusa nos mostra que ele é seu Filho, Consorte, Defensor e Ancião, e aparece tríplice como Ela.


O Deus Jovem é, antes de tudo, a Criança da promessa, a semente do sol no meio da escuridão. Depois é o Garoto do Pólen, o fertilizador em sua face mais juvenil e traz a energia da alegria de viver, o poder de se maravilhar ante as descobertas da vida, é o experimentador, a face mais sorridente do sol matinal.

Daí surge o Deus Azul do Amor, o rapaz que cresceu e chegou na adolescência e desabrocha em beleza e masculinidade, é o Jovem Deus da Primavera, percorre as Florestas e acorda a natureza. Ele é o Apaixonado, aquele que primeiro busca a Deusa como a Donzela e propicia o encontro. É também o Deus da sedução ainda inocente, que ainda não conhece os mistérios da Senhora. Ele é toda a possibilidade.

Depois ele é o Galhudo e o Green Man, o Deus macho na sua plenitude, o Senhor dos Chifres que desbancou o Gamo-Rei anterior, ele é força e poder, músculos e vitalidade, ele cheira a sexo e promessas. Ele é o Grande Amante, atraído irresistivelmente pela Senhora e é o Provedor, o Sustentador, o Senhor Defensor. É o Senhor das coisas Selvagens, o Deus da Dança da Vida, O Falo Ereto, O Fertilizador. Como Green Man, ele também é o Senhor da Terra e sua abundância, o parceiro da Senhora dos Grãos. O Senhor dos Brotos, aquele que cuida dos frutos e os distribui pela terra.

Mas o Deus é também O Trapaceiro, o Senhor da Embriaguez, o Desafiador e o Ancião da Justiça. Ele nos faz seguir um caminho e nos perdemos para conhecer o pânico de Pan. Ele nos deixa loucos como Dionísio, ou perdidos nos devaneios de Netuno. Ele é o Desafiador, seja nos duelos, seja na guerra, na luta pela sobrevivência... ele é caprichoso e insidioso, ele nos engana, nos deixa desesperados e sorri - porque esse é seu papel, estimular o novo, mostrar que nosso desespero é inútil e só nos escraviza.

Como a Deusa, Ele está na fome e na saciedade, na vida e na doença terminal, na luz e na sombra, no que é bom para você e no que é mau. A Deusa nunca está só, ela tem sua contraparte masculina e, no entanto, Ele só existe por amor a Ela. Aliás, todos nós somos fruto dessa dança de amor. O Deus é o Ancião sábio, o distribuidor da Justiça, seja a que se impõe com sabedoria ou raios; Ele conhece os segredos dos oráculos, mas sabe que são Dela. Ele é o repositório do conhecimento, mas a sabedoria é Dela; Ele lê os sinais da natureza, mas sabe que quem os escreve é Ela.

E o velho sábio vai murchando e se transforma no Senhor da Morte; Ele que é o Senhor dos Dois Mundos, pois no ventre dela, de volta, ele vive sua morte e a própria ressurreição. Mistério e segredo, morte e retorno, Ele é o que atravessa os portais dos quais Ela é a Senhora. Ele, o Caçador, que também faz o papel de Ceifador. Ele que ronda o leito dos moribundos e dança a dança da morte. O Senhor dos esqueletos. Ele, que na dança da morte retoma o brilho do sol e sua face negra se ilumina, em uma explosão impossível de conter, e Lugh nasce outra vez. Ele que é Pai, Filho, Bebê Iluminado, Amante Selvagem, Sábio Educador. Ele, o Deus que se revela apenas pela Deusa.

Curiosidade: O Deus Azul ou Queer

O Deus Queer é considerado o primeiro reflexo visto pela Deusa quando Ela se mirava no espelho curvo e negro do Universo, fazendo amor consigo mesma para criar toda a vida. Ele é a própria imagem da Deusa refletida na luz do êxtase, momento infinito da criação. Se tornou o Seu primeiro amante e é a expressão do amor puro, a alegria ilimitada e a sexualidade em suas amplas manifestações. Ele representa não a heterossexualidade ou homossexualidade em si, mas a sexualidade como o abraço apaixonado do Divino, em cada um de nós e no Universo.

Assim, quando nos ligamos a uma outra pessoa no êxtase do amor, seja numa relação homossexual ou heterossexual, abraçamos o divino em nós mesmo, no outro e no universo. Esta é a chave para começar a conexão com o Deus Queer. Sendo assim, pagãos homossexuais ou bissexuais consideram seu patrono, já que ele pode ser considerado masculino e feminino, amado e se relacionando com ambos.

O Deus Azul é a própria manifestação do amor. Seu nome está associado com Diana, um dos nomes sagrados da Deusa, e a raiz da palavra inglesa 'glass', significando espelho. Isto nos dá a ideia de que o Deus Azul é a própria imagem da Deusa, refletida na luz do êxtase, no momento infinito da criação. Ele é a primeira manifestação masculina da Deusa e por isso está mais próximo da Deusa na maioria das tradições pagãs, o que nos dá mais indícios ainda de sua essência feminina.

Dian Y Glas é a própria manifestação do self profundo, aquilo que nos conecta com o Divino há tanto renegado e esquecido. Ele é visualizado como um Deus azul prateado ou como o próprio céu azulado. O Deus Azul está associado com a primavera, juventude e alegria. Ele é muitas vezes chamado de Espírito Pássaro e o seu principal símbolo é o Pavão com uma estrela prateada no peito.".

segunda-feira, 16 de março de 2015

Deusa Hator - Amor, Dança e Êxtase

Hator era a Deusa local de Per-Hathor (a grega Afroditópolis, atual Guebelin) e de Dendera, mas acabou sendo adorada um pouco em toda parte: em Mênfis, como Deusa da árvore "Senhora de Sicócomoro", espécie "ficus sicomorus"; em Tebas, como Deusa da necrópole (Hator-Imentet), "Senhora do Ocidente/do Oeste", com o hieróglifo de Oeste ou Horsamtaui; tinha templos e era venerada em Heliópolis, Atfih, Ombos, Deir el-Medina, Abu Simel, etc. Divindade de múltiplos nomes e múltiplas atribuições, tomou a personalidade de diversas divindades egípcias e estrangeiras, por exemplo, Ísis, Bastet, Sekhemet, Nut e Astarte. Os gregos a identificaram-na com Afrodite (daí a nomeação da sua cidade como Afroditópolis).

A Deusa Hator, por exemplo, é adorada na forma de uma mulher com chifres de vaca e um disco solar na cabeça, como uma mulher com cabeça de vaca ou simplesmente uma vaca, cujo ventre salpicado de estrelas formava o céu. A serpente e o corvo entram na composição dos emblemas que acompanham a sua imagem. Como vaca, a Deusa apresentava seu aspecto de terna mãe, revelando o simbolismo que os egípcios tinham da vaca e do terneiro e que estava expresso na palavra "ames", "mostrar preocupação pelo outro", que era escrito nos hieróglifos como signo final de uma vaca girando a cabeça para lamber o terneiro, enquanto esse está mamando.

A sua representação como forma de vaca, também pode advir da concepção egípcia que encarava o céu como o ventre imenso de uma Deusa com essa forma e cujos quatro pilares de sustentação, os quatros cantos do Universo, eram as suas patas. Realizou-se assim, um sincretismo entre a sua concepção como Deusa do Céu e a representação como vaca, tendo, sob esta forma, assimilando as características de outras divindades veneradas em diversos pontos do Egito precisamente como vacas. A vaca era um animal considerado símbolo da maternidade. Sob esse aspecto, era também figurada amamentando o faraó, em vida e depois da morte. 


Hator é uma das Deusas mais veneradas, conhecida como “Dama da embriaguez e do êxtase", padroeira dos ébrios. O "Mito da Destruição da Humanidade" contém referências específicas aos procedimentos a observar nas festas da embriaguez comemoradas em sua honra, durante cinco dias, com início a 20 de Thot, estação Akhet, primeiro mês do calendário egípcio, equivalente aos meses de Julho-Agosto no calendário gregoriano. Era um momento em que a cerveja era bebida em grandes quantidades e se recitavam poesias eróticas. Hator era também padroeira do terceiro mês dessa estação, Athir. O êxtase-euforia causado pela bebida era entendido e usado como meio privilegiado para entrar em contato com "Ade Dendera" e o copo de bebida era, por isso, outro dos seus emblemas sagrados.

Na mitologia Egípcia é a Deusa do céu, filha do Deus Sol, Ra, esposa de Hórus, Deusa da fertilidade, protetora das mulheres, da astrologia, do casamento, dos vivos e dos mortos, também era Deusa do Amor e da Beleza, muito semelhante a Deusa grega Afrodite ou à Vênus dos romanos. Muitos elementos na maquiagem da Deusa Afrodite é modelado no estilo do Egito de Hator.

A Deusa Hator representava o amor e sexualidade e é ainda, associada com os aspectos eróticos do vinho, da dança e da música. O sitro, junto com a voz da sacerdotisa, proporcionava o principal acompanhamento musical nos rituais culturais, um aspecto próprio de Hator em seu papel como Deusa da sensualidade. Em conseqüência, as vezes, era decorado com o rosto feminino de Hator com orelhas de uma vaca. Simultaneamente, Hator, é o modelo divino da feminilidade, dos caracteres gentis, amáveis, ternos e sensuais associados ao feminino, sendo, no fundo, a Deusa protetora das mulheres. Corporiza tudo o que há de bom e de autêntico na Mulher: a beleza juvenil, a maternidade, a emoção, a alegria.

Era ela que conferia também, poderes de divindades aos faraós entronizados: eles reinavam como Hórus, Filho de ísis, mas detinham os seus poderes enquanto Hórus, filho de de Hator. No Império Novo, a própria rainha era considerada uma encarnação de Hator: o faraó era Amon-Rá e a rainha a Deusa Hator. Um exemplo paradigmático dessa associação, quase confusão é Nefertari, esposa de Ramsés II, cujo Pequeno Templo de Abu Simbel lhe é dedicado, a si e a Hator. Aliás, o altar desse templo mostra a vaca, ou seja, Hator protegendo entre suas patas o faraó, no caso Ramsés II.

É considerada também como sendo uma divindade da Batalha além de ser identificada com a Estrela Sírius. Os Egípcios acreditavam que Sírius detinha o destino de nosso planeta. É para lá que iam as almas dos Faraós e sacerdotes após a morte para "receberem instruções" e ganhar conhecimento. Alguns historiadores pensam que à partir desta estrela chegaram ao Egito os Deuses que ensinaram toda a sua sabedoria a este povo, cuja a forma é de uma novilha, doce e maternal. A novilha celeste, a Deusa Hator e o fiel cão de guarda Anúbis, lembram sem dúvida as crenças duma população camponesa cujas ideias e cujos trabalhos se associavam intimamente aos animais da fazenda e da casa.
A imagem de Hator está presente em muitos dos antigos templos egípcios, como na cidade de Dendera. Seu templo, neste local, foi erguido no período de dominação grega e romana, embora também conservem tumbas das primeiras dinastias faraônicas. As paredes de seu templo estão cobertas de gravações dos Imperadores romanos Tibério, Calígula, Cláudio e Nero.

No templo da cidade de Dendera, dedicado a Hator, as colunas das duas salas hipóstilas têm capitéis em forma de sistro, que era o instrumento musical sagrado da divindade. No centro de uma das paredes exteriores, que era dourada, havia também um relevo representando um sistro, demonstrando a importância deste instrumento no culto da Deusa, enquanto o dourado evocava outro epíteto de Hator: o ouro dos
DeusesHator, a Dourada, é uma das mais antigas Deusas do Egito. Conhecida como a face do céu, a profundeza, a Dama que vive num bosque no fim do mundo, era uma divindade de muitas funções e atributos. A maternidade e o dom do aleitamento eram suas propriedades principais desde os primórdios e assim permaneceram ao longo dos tempos.

Sempre que os egípcios excepcionalmente abandonavam sua terra natal, principalmente para explorar minas ou extrair pedras preciosas, erigiam santuários de suas divindades em solo estrangeiro. Foi assim que os Deuses e Deusas do Egito desfrutaram de uma variada aceitação ao longo dos séculos. O culto de Hator em Biblos, surgiu, ao que parece, através dos contatos comerciais nos quais esse porto do Levante servia como ponto de entrada usado pelos egípcios até os ricos mercados do Próximo Oriente.

A absorção mais completa de cultos egípcios teve lugar na terra que os faraós tiveram sob seu poder durante mais tempo, a Núbia, ao sul do Egito. Ali os reis conquistadores do Império Médio Sunusret I e III, construíram um templo de Hórus em Buhen, e eles mesmos foram objeto de veneração durante o Império Novo, quando Amenófis III e Ramsés II implantaram seus próprios cultos junto aos de Amóm, Ra, Ptah e Hator.

O nome dessa popular Deusa-Vaca, como sugerem os signos hieroglíficos que o constituem, Hwt Hr, significa "Casa/Morada de Hórus", isto é, sendo Hórus um Deus-Falcão, a abóbada celeste era sua mãe e protetora; a sua casa era o céu. Hator, associando-se aqui à idéia de esposa como "moradora" de seu marido.

No ciclo hórico de Edfu surge, não como mãe, mas como esposa de Hórus. Em Kom Ombo, era esposa de Sobek e, como Hator de Dendera une-se à Hórus de Edfu e concebe um filho chamado de Ihy. Como constata-se, Hórus é algumas vezes seu marido e em outras, seu filho.


SÍMBOLOS DA DEUSA:

Os símbolos da Deusa Hator são: o sistro, o disco solar, os espelhos, a cana de papiro, os leões, a cobra, o menat (um colar, usado pelas suas sacerdotisas, não no pescoço, mas na mão, agitando-o).

No túmulo de Seti I, no Vale dos Reis, há uma conhecida representação de Hator e do faraó, de mãos dadas (tocar nos Deuses era uma prerrogativa exclusiva da família real), em que a Deusa lhe estende o colar menat que traz no pescoço. Devido às conotações de renascimento associadas a esse objeto, a cena simboliza o desejo e a concessão do renascimento do faraó no Além.

Uma narração, encontrada gravada na tumba de Tutankamón, conta a história da "Destruição da Humanidade". O Deus Ra ante a rebelião dos humanos, envia sua filha Hator para castigar os rebeldes. Hator, tomada de violenta fúria transforma-se em Sekhmet e se regozija em um êxtase de sangue. Ra, para evitar a extinção da humanidade, embriaga a Deusa com sete mil jarras de cerveja que tinham o aspecto de sangue humano. A ira da Deusa transformou-se em uma doce embriaguez e cessa sua destruição.

As duas Deusas, a irada Sekhmet (conhecida também como Hator do Oeste) e a satisfeita e doce Hator (identificada com a Deusa Bastet e conhecida como Hator do Leste), atuam como as duas faces de uma mesma natureza, expressões extremas de uma única paixão, a ira que pode ser convertida em placidez, o amor que pode converter-se em ódio.

A fúria se expressa na arte faraônica sob o aspecto de leão, encarnado o poder de destruir os inimigos, e com essa forma se representava todo um leque de Deusas protetoras.

Um outro mito, conta que Hator descontente com Ra, foi embora do Egito. Com muita saudade, Ra resolveu trazê-la de volta. No entanto, Hator tinha se transformado em uma leoa selvagem que destruía todo aquele que chegasse perto dela. O Deus Thot, usando alguns artifícios, conseguiu conduzi-la de novo à sua pátria. Ao banhar-se no Nilo, deixa no rio toda a sua raiva. O rio Nilo então troca de cor e se torna vermelho. Foi assim, que perdeu sua natureza selvagem para reaparecer elegante e encantadora. Entretanto, não perdeu a capacidade de retornar a sua antiga forma leonina.

As sete Hator são as fadas egípcias. Ostentando na fonte a serpente "uraeus", dão-se as mãos formando uma cadeia de união. A Deusa Hator em pessoa conduz suas sete filhas. De fato, a Deusa toma a forma de sete divindades benfazejas que tornam favorável o destino da criança recém-nascida. Elas regozijam o mundo com música e dança. O papel delas consiste em orientar, emitir profecias, e não fixar os destinos de maneira definitiva. Mas o enunciado da profecia, em função da magia do Verbo, torna-se por vezes realidade.

Uma estela conservada em La Haye, datada da XIX dinastia, mostra as sete Hator, prometendo uma descendência a um sacerdote de Thot, em troca do culto que ele lhe presta. O contato era fácil entre essas magas e o adepto do Deus da Magia.

Filhas da Luz, as sete Hator têm faixas de fio vermelho com que criam nós: segundo o número de nós, sendo sete o número benéfico por excelência, o destino da pessoa revela-se ou não favorável conforme a decisão das "fadas".

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Magias e 2015 - Pedro Guardião

Para a virada do ano civil podemos utilizar alguns métodos mágicos para que as melhores energias estejam conosco, uma espécie de “pontapé” positivo em 2015. Toda magia, nesses casos, deve trabalhar com um simbolismo forte e que represente aquilo que desejamos conquistar para o próximo ano. Fato é que, transformar desejos em realidade depende muito mais de nós mesmos do que atos simbólicos em si. Por isso, aproveite os últimos dias do ano para uma autoanálise que verifique como foi 2014 num sentido geral e profundo como conquistas, dificuldades, padrões, projetos, família, amor, saúde, entre outros. Somente depois de tomar consciência sobre nossos atos poderemos trabalhar a favor de boas mudanças. Durante esta última semana do ano postarei alguns processos rituais para começarmos mais um ciclo preparados para todas as situações que 2015 nos trará.

Uma pincelada sobre 2015 – O Ano de Marte

Marte é o deus romano da guerra, equivalente ao grego Ares. Filho de Juno e de Júpiter, é considerado o deus da guerra brutal, ao contrário da sua irmã Minerva, que representa a guerra justa e diplomática. Marte, apesar de bárbaro e cruel, tem o amor da deusa Vênus, que com ela teve dois filhos, Cupido e Harmonia, considerada mortal. O planeta Marte provavelmente recebeu este nome devido à sua cor vermelha, que por ser a cor do sangue ficou associado à violência e não ao amor, como foi traduzido na cultura popular com associação às rosas. Marte é agressivo, ousado, poderoso, destemido, competitivo, combativo e enérgico. Ele aciona esportes radicais, brigas, sexo, determinação e instintos. Quanto ao Brasil e ao Mundo de forma geral, Marte trará grandes impactos de mudanças. Sua força estará polarizada para a agressividade, até mesmo sua força determinadora. Em 2015 devemos ter cuidado com a ira e o ódio, pois o sentimento de vingança será mais explícito neste ano. Atenção com a precipitação e o julgamento desmedido, pois o Deus da Guerra junto com o seu irmão Urano, não tem tempo a perder. Atenção também com acidentes e
agressões! Sendo um planeta que traz o elemento fogo em vigor, devemos ficar atentos às armas de fogo, incêndios, todo tipo de combustível, instrumentos cortantes, violência e qualquer evento que gere acidentes com impactos drásticos. O impacto de Marte será forte e trará novas posturas para entender os processos que cada um de nós precisamos vivenciar. Com a chegada deste ano, estará próximo o tempo de mudar e deixar velhos padrões e preconceitos irem embora de uma vez. Será um ano maravilhoso para aqueles que estiverem abertos às mudanças e desejarem seguir suas vidas, se desprendendo de amarras e de situações sufocantes.

Aqui listo 2 banhos para purificação e energização por meio das ervas e cristais:

- Banho de Limpeza energética:
(Este banho também serve para a limpeza da casa)

Para 1 litro d’água:
1 punhado de Sálvia.
1 punhado de Alfazema.
1 ramo de Salsinha.
1 punhado de pétalas de Rosa Branca.
3 pedrinhas de Sal marinho.

Ferva a água em uma panela ou caldeirão e acrescente as ervas uma a uma e por último, o sal marinho. Desligue o fogo e com sua varinha ou dedo indicador e médio juntos, desenhe um pentagrama visualizando uma luz branca fortalecendo toda a infusão. Sele com três círculos e agradeça as energias das ervas ali utilizadas. Espere esfriar e tome o banho da cabeça para baixo após o banho habitual.

- Banho de energização e boa sorte:

Para 1 litro d’água:
1 punhado de Alecrim.
1 punhado de Manjericão.
1 punhado de Camomila.
1 punhado de Hortelã.
3 folhas de Louro.
1 quartzo Citrino.

Ferva a água em uma panela ou caldeirão e acrescente as ervas uma a uma e por último, o citrino. Com uma colher de pau ou uma lasca de canela, mexa a infusão por oito vezes, visualizando uma luz amarela/dourada preenchendo todo o conteúdo. Agradeça as energias das ervas utilizadas, do cristal e tome o banho ainda morno, da cabeça para baixo após o banho habitual.

Pedro Guardião 

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Ervas, Flores e os Deuses - Pedro Guardião


ACÁCIA:
 Buda, Neith e Osíris.

ACÔNITO: Hécate e Medeia.
PITEIRA: Mayauel.
ERVA-FÉRREA: Hércules.
ANÉMONA: Adonis e Afrodite.
ANGÉLICA: Atlantis e Michael.
ANIS: Apolo e Mercúrio.
ÁSTER: Todos os deuses e deusas pagãos.
AZALÉIA: Hécate.
CEVADA: Odin.
MANJERICÃO: Erzulie, Krishna, Lakshmi e Vishnu.
BELADONA: Atropos, Bellona, Circe e Hécate.
BENJOIM: Afrodite e Mut.
ABRUNHEIRO: A Deusa Tripla no Seu aspecto escuro e protetor.
GIESTA: Blodeuwedd.
CANDELÁRIA: Afrodite e Hermes.
AMENTILHO: Bast e Sekhmet.
CENTÁUREA-MENOR: O centauro Quíron.
CAMOMILA: Kamayna.
TUSSILAGEM: Epona.
CENTÁUREA AZUL: Flora, e associada aos mitos de Cyanus e Quíron.
PRÍMULA: Freya.
CROCOS: Afrodite.
NARCISO: Prosérpina.
MARGARIDA: Ártemis, Belides, Freya, Thor, Vênus, Zeus e associada a Maria Madalena, São João e Santa Margarida da Etióquia.
DENTE-DE-LEÃO: Erigida.
DICTAMO: Diana, Osíris e Perséfone.
CORNISO: Consus.
ÊNULA: Helena.
EUFRÁSIA: Eufrosina.
FUNCHO: Adonis.
FENO GREGO: Apolo.
FETOS: Kupala.
LINHO: Hulda.
ALHO: Hécate e Hades.
ESPINHEIRO: Hymen.
URZE: Ísis e Vênus Ericina.
HELIOTROPO: Apolo, Hélio, Rá e todos os Deuses Solares.
AZEVINHO: Mãe Holie e o Deus Chifrudo nos seus aspectos minguantes do ano.
MARROIO BRANCO: Hórus.
SEMPRE-VIVA DOS TELHADOS: Júpiter e Thor.
JACINTO: Apolo, Ártemis e Jacinto.
ÍRIS: Hera, Hórus, Íris e Ísis. 

HERA: Attis, Baco, Dionísio, Dusares e Osíris.
JASMIM: Diana, Vênus.
ESTRAMÔNIO: Apolo, Chingichnich e Kwawar.
ALQUEMILA (espécie de orquídea): Várias Deusas da Terra e associada a Virgem Maria dos mitos cristãos.
LAVANDA: Hécate, Saturno e Vesta.
ALFACE: Adonis.
LÍRIO: Astarte, Hera, Juno, Lilith e Ostara.
LISIMÁQUIA: Kupala.
LÓTUS: Brahma, Buda, Cunti, Hermes, Hórus, Ísis, Juno, Kuan-Yin, Lakshmi, Osíris, Padma, Tara e associado ao mito de Lote e Priapo.
FETO DA AVENCA CABELO-DE-VÊNUS: Dis, Kupala e Vênus.
MANDRÁGORA: Afrodite, Diana, Hécate, Saturno e associada a Circe e à lendária feiticeira teutônica Virgem Airauna.
MALMEQUER: Xochiquitzal.
MANJERONA: Afrodite.
MENTA: Dis, Hécate, Mintha e associada à lenda clássica da ninfa Menthe.
VISCO: Júpiter, Odin, Zeus e associado aos mitos de Balder e Eneas.
ACÔNITO: Hécate e associado a Cérbero.
LUNÁRIA: Aah, Ártemis, Diana, Hina, Selene, Sin, Thoth e todas as deidades lunares.
MUSGO: Tapio.
AGRIPALMA: Gaia, Pachamama e várias figuras de Deusas Mãe.
ARTEMÍSIA: Ártemis, Diana e associada à lenda medieval de João Batista.
AMOREIRA: Minerva e associada à lenda clássica dos amantes babilónios, Piramus e Thisbe.
VERBASCO: Circe e Ulisses.
NARCISO: Dis, Hades, Narciso, Perséfone e Vênus.
ORQUÍDEA: Baco e Orchis.
RAIZ DE ÍRIS: Afrodite, Hera, Ísis e Osíris.
VIMEIRO: Hécate.
SALSA: Perséfone, Afrodite e associada à morte e ao diabo dos mitos cristãos.
PEÔNIA: Associada à lenda de Peônio.
POEJO: Deméter.
HORTELÃ-PIMENTA: Zeus.
PERVINCA: Afrodite.
PAPOULA: Ceres, Diana e Perséfone.
PRÍMULA: Freya e Paralisos.
BELDROEGA: Hermes.
FRAMBOESA: Vênus.
BAMBUS: Inanna e Pã.
ROSA: Afrodite, Aurora, Chioris, Cupido, Deméter, Érato, Eros, Flora, Freya, Hathor, Holda, Ísis e associada à Virgem Maria dos mitos cristãos.
ARRUDA: Hécate, Hades e Ares.
JUNCOS: Acis
CENTEIO: Ceres.
SÁLVIA: Consus e Zeus. 

SÂNDALO: Kali, Vênus.
PIMPINELA BRANCA: Kupala. 

TREVO: Trefuilngid Tre-Eochair.
SELO-DE-SALOMÃO: Vor e associado ao lendário rei Salomão, de Israel.
MORANGO: Freya, Afrodite e Hathor.
CANA-DE-AÇÚCAR: Cupido, Eros e Kama.
GIRASSOL: Apolo, Rá e Deméter.
ATANÁSIA: Associada à Virgem Maria e à lenda clássica de Ganimede.
ESTRAGÃO: Lilith.
TRIFÓLIO: Olwen.
VERBENA: Ísis, Diana, Hermes, Cerridwen, Deméter, Júpiter, Perséfone e Thor.
VIOLETA: Afrodite, Attis, Zeus e associada à Virgem Maria.
NENÚFAR: Surya e todas as ninfas aquáticas.
AZEDINHA: Todas as Deusas Triplas e associada a São Patrício.
ABSINTO: Ártemis, Diana, a Grande Mãe e todas as ninfas pagãs da Rússia.
MILEFÓLIO: O Deus Chifrudo dos Bruxos e associado ao herói grego Aquiles.